Existência

Gente

Pré História – Existência – Fator Humano – Razão – Emoções – Arte – Relações Humanas

“O grande desafio contemporâneo para o homem é o seu autodescobrimento” (Joanna Di Ângelis)

Vida: Essência e Existência

[Sérgio Biagi Gregório]

Ao lado o quadro Gente, de Pedro Charters.

Para Legrand, em seu Dicionário de Filosofia, não existe atualmente uma definição suficiente para totalizar os fenômenos (assimilação, crescimento e possibilidade de reprodução) que a experiência corrente classifique com o nome de vida.

O problema da origem da vida ainda hoje continua a ser um tema ingrato assim como o da própria vida. À teoria religiosa da criação, o materialismo contradiz no século XX a idéia (não verificável) de uma “célula primordial”, e outras diversas hipóteses (por exemplo, a panspérmia), segundo a qual “gérmens de vida” flutuariam permanentemente no Universo e chegariam à terra vindo de outros astros. (Legrand, 1982)

Para Lalande, em seu Vocabulário Técnico e Crítico de Filosofia, a vida é um conjunto dos fenômenos de toda a espécie (particularmente de nutrição e reprodução) que, para os seres que têm um grau elevado de organização, se estende do nascimento (ou da produção do germe) até a morte.

O autor propõe as seguintes definições: Existência é o fato de ser. Difere de essência, pois a existência consiste no fato de ser da essência. Assim como se pergunta: “o que é o ser?” pode perguntar-se: “qual o ser da existência?” Em que consiste a existência, qual a essência da existência, bem como qual a essência da Essência? (Santos, 1965).

De acordo com Régis de Moraes em Stress Existencial e o Sentido da Vida, existir é verbo formado da expressão latina ex-sistere, que, em tradução mais livre, pode ser entendida como: pôr-se para fora (de si), exprimir-se, significar. Ora, pomo-nos para fora em direção a outrem que recebe nossa expressão e acolhe nossas significações; e obviamente esse outrem extroverte-se por sua vez, reage a nós e age sobre nós, significa e comunica-se. É, portanto, a existência essa troca de mensagens e comunhão de vidas, sendo — mais profundamente — a experiência de se vivenciar tudo isto. Eis a razão pela qual há árvores, pedras, mares e nuvens, sem que nenhuma destas coisas exista. (1997, p.18)

CARÁTER DA VIDA: Segundo Garcia Morente em Fundamentos da Filosofia, o primeiro caráter que encontramos na vida é o da ocupação. Viver é ocupar-se; viver é fazer; viver é praticar. É um por e tirar das coisa, é um mover-se daqui para ali. Porém, se olharmos com mais atenção, a ocupação com as coisas não é propriamente ocupação, mas preocupação. Preocupamo-nos, primeiramente, com o futuro, que não existe, para depois acabar sendo uma ocupação no presente que existe.

Pelo fato de escolhermos, de termos um propósito, tanto vil como altruísta, nossa vida é não-indiferença. O animal, a pedra e o vegetal estão no mundo, mas são indiferentes. O ser humano não, ele tem que vivenciar a sua vida. A vida se interessa: primeiro, com ser, e segundo, com ser isto ou aquilo; interessa com existir e consistir.

O movimentar-se refere-se ao tempo. Que é o tempo? Santo Agostinho já nos dizia que se não lhe perguntassem saberia o que era, mas quando lhe perguntam já não o sabia mais. Por isso, há que se considerar o tempo cronológico e tempo psicológico. Em se tratando da vida, temos de considerar o tempo psicológico, ou seja, considerar o presente como um “futuro sido”. No tempo astrônomico, o presente é o resultado do passado. O passado é germe do presente, mas o tempo vital, o tempo existencial em que consiste a vida, é um tempo no qual aquilo que vai ser está antes daquilo que é, aquilo que vai ser traz aquilo que é. O presente é um “sido” do futuro; é um “futuro sido”. (1970, p. 308 a 311)

Fonte: http://www.ceismael.com.br/filosofia/vida-essencia-e-existencia.htm

O que realmente é ser gente?

Rampazzo. Fonte: www.opoderdasemossoes.com.br

Qual o sentido da vida?

[Josué Cândido da Silva]

É difícil encontrar uma pessoa que, pelo menos uma vez, já não fez essa pergunta. Ela revela algo importante sobre nós, seres humanos. Primeiro, que temos consciência de estar vivos e de que vamos morrer algum dia. Segundo, que isso deve ter algum sentido, ou seja, um sentido propriamente humano.

Biologicamente, o sentido da vida é passar os genes para frente: vivemos enquanto indivíduos para garantir a continuidade da espécie como um todo. Mas esse sentido biológico não nos satisfaz. Imaginamos que possa haver algo além da satisfação de nossas necessidades vitais. Pois a satisfação das necessidades é um meio para nos mantermos vivos não a finalidade ou sentido da vida.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/filosofia/filosofia-da-existencia-heidegger-medo-e-angustia.jhtm

A Essência das Coisas

[Teixeira de Pascoaes], em “O Homem Universal”

Nunca me conformei com um conceito puramente científico da Existência, ou aritmético-geométrico, quantitativo-extensivo. A existência não cabe numa balança ou entre os ponteiros dum compasso. Pesar e medir é muito pouco; e esse pouco é ainda uma ilusão. O pesado é feito de imponderáveis, e a extensão de pontos inextensos, como a vida é feita de mortes.

A realidade não está nas aparências transitórias, reflexos palpitantes, simulacros luminosos, um aflorar de quimeras materiais. Nem é sólida, nem líquida, nem gasosa, nem electromagnética, palavras com o mesmo significado nulo. Foge a todos os cálculos e a todos os olhos de vidro, por mais longe que eles vejam, ou se trate dum núcleo atómico perdido no infinitamente pequeno, ou da nebulosa Andrómeda, a seiscentos mil anos de luz da minha aldeia!

Fonte: Citador: http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&refid=201001222130&author=20102&theme=487

Numa visão ateísta, Arthur Schopenhauer afirma que o vazio da existência encontra sua expressão em toda forma de existência, na infinitude do Tempo e Espaço em oposição à finitude do indivíduo em ambos; no fugaz presente como a única forma de existência real; na dependência e relatividade de todas coisas; em constantemente se Tornar sem Ser; em continuamente desejar sem ser satisfeito; na longa batalha que constitui a história da vida, onde todo esforço é contrariado por dificuldades, até que a vitória seja conquistada. O Tempo e a transitoriedade de todas as coisas são apenas a forma sob a qual o desejo de viver — que, como coisa-em-si, é imperecível — revelou ao Tempo a futilidade de seus esforços; é o agente pelo qual, a todo o momento, todas as coisas em nossas mãos tornam-se nada e, portanto, perdem todo seu verdadeiro valor.

Fonte: http://ateus.net/artigos/filosofia/o-vazio-da-existencia/

Objetivos da Existência Humana

Os estudos da filosofia e das religiões ocupam-se em tentar explicar os motivos da existência humana. Segundo pesquisaas de Antonio Celso Dias Duarte, a descoberta de um gene que é responsável pela duração da vida de uma pessoa. O resultado da pesquisa de médicos norte-americanos indica que a duração da vida dos animais – e aí se incluem os seres humanos – pode estar decidida antes mesmo do seu nascimento. O autor afirma que a existência humana é um misto de laboratório, oficina e escola prática. É nesse caldeirão de situações, que vamos formular e aplicar nossas teorias, colher os bons resultados, analisar as experiências que não deram o resultado esperado, e voltar à “velha prancheta de desenhos”.

Citando André Luiz, Duarte afirma que o corpo material limita a plenitude de nossos sentidos, muitos dos quais ainda não podemos compreender nem mesmo utilizar. Para começarmos a exploração e desenvolvimento de nossas aptidões, contamos apenas com cinco deles. Segundo ele, a nossa vida é o campo ideal para o exercício de nossas primeiras experiências no uso do atributo que nos identifica como seres humanos: o livre-arbítrio. Uma vez que com ele, passaremos a ser responsáveis por todas as atitudes que tomarmos, é prudente que possamos começar de uma forma um pouco mais controlada.

Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/palestras/diversos/objetivos-da-encarnacao.html

O Livre Arbítrio

Segundo a enciclopédia wikipédia, livre-arbítrio (ou livre-alvedrio) é a crença ou doutrina filosófica que defende que a pessoa tem o poder de escolher suas ações.

A expressão costuma ter conotações objetivistas e subjetivistas. No significado objetivo indica que a realização de uma ação por um agente não é completamente condicionada por fatores antecedentes. No significado subjetivo segundo indica a percepção que o agente tem que sua ação originou-se na sua vontade. Tal percepção é chamada algumas vezes de “experiência da liberdade”.

A existência do livre-arbítrio tem sido uma questão central na história da filosofia e na história da ciência. O conceito de livre-arbítrio tem implicações religiosas, morais, psicológicas e científicas. No domínio religioso o livre-arbítrio pode implicar que uma divindade onipotente não imponha seu poder sobre a vontade e as escolhas individuais. Em ética, o livre-arbítrio pode implicar que os indivíduos possam ser considerados moralmente responsáveis pelas suas ações. Em psicologia, ele implica que a mente controla certas ações do corpo.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Livre-arb%C3%ADtrio

A figura ao lado representa uma carta de Tarô, do baralho cigano. Mostra os caminhos e suas escolhas.

Sobre o livre arbítrio, o portal Maçonaria, faz a seguinte afirmação: “ A vontade quer o bem. Mas os bens deste mundo são muitos, são imperfeitos e são diferentes; a vontade pode escolher entre eles: daí o livre arbítrio de que é dotado o ser humano. Em geral, a liberdade é o poder de fazer ou deixar de fazer alguma coisa. Estar livre é estar isento de vínculos; daí, serem tantas as formas de liberdade quantos são as espécies de vínculos, que podem ser classificados em físicos e materiais, que forçam à inércia ou ao movimento, e em morais, que prescrevem certos atos e proíbem outros, sem tirar ao homem o poder de os omitir ou de os executar; estas, são as leis e as obrigações, ou deveres.

Fonte: http://www.maconaria.net/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=38

VÍDEO: Sartre: filósofo francês existencialista

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Em contraposição a este pensamento existe outra corrente, mais contemporânia (neurociências), citado na revista Super Interessante, onde afirmam que o livre arbítrio não existe. Segundo a revista uma experiência feita no Centro Bernstein de Neurociência Computacional, em Berlim, colocou em xeque o que costumamos chamar de livre-arbítrio: a capacidade que o homem tem de tomar decisões por conta própria. As escolhas que fazemos na vida são mesmo nossas. Mas não são conscientes.

“Nos casos em que as pessoas podem tomar decisões em seu próprio ritmo e tempo, o cérebro parece decidir antes da consciência”, afirma o cientista John Dylan-Haynes. Isso porque a consciência é apenas uma “parte” do cérebro – e, como a experiência provou, outros processos cerebrais que tomam decisões antes dela.

Fonte: http://super.abril.com.br/saude/livre-arbitrio-nao-existe-447694.shtml

VÍDEO: Temos Liberdade de Escolha ou Tudo é Predeterminado? (inglês, com legenda)

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Pré História – Existência – Fator Humano – Razão – Emoções – Arte– Relações Humanas

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Quem comanda as suas ações?

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