O SAMBA

SEMBA AÊ BRASIL! SEMBA CABOCLO!

O SAMBAj

“O sol há de brilhar mais uma vez…”

Todo dia é dia de Samba. Nessa terra capoeira, samba até japonês e alemão, só quem não samba mesmo, é quem ta ruim da cabeça ou doente do pé.

Pega seu surdo, pandeiro e violão, mas não deixe pra trás o tamborim, gongô e ganzá. Acerta seu batuque nas cadeiras da mulata assanhada e deixa andar…

O samba de Donga à Ivone de Lara, o samba do Maxixe ao Samba Funk, samba de Angola. Da senzala à casa grande se dizia: Samba neném, samba guria, samba vovó, samba maínha, samba cunhã, samba sinhô, samba no miudinho! O samba no cavaco, flauta e bandolim. Samba no piano bem no pianinho! Segura o repinique por que senão é quebração!

Tem samba de roda, samba de banto, samba de Ketu, samba marcado, samba enredo, samba rock, samba reggae, samba corrido, samba Rap, samba exaltação, samba raiado, samba chuleado, samba marcado, samba arrastado, samba choro, samba de breque, partido alto, bossa nova, samba canção, samba exaltação.

“Na Pavuna tem um samba que só da gente reiuna…”

Samba no sapatinho! E viva este sincretismo brasileiro!!

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Como filho de pais nascidos em Niterói-RJ (1925), que gostavam de música e tinham um gosto apurado, ainda me lembro como se fosse hoje da voz de minha mãe cantando quando varria o quintal. Eu me influenciei desde pequeno pela música brasileira e em especial a produzida no Rio de Janeiro. Vou mostrar aqui um panorama do que conheço e gosto sem ter a pretensão de enumerar todos os principais cantores e compositores sambistas brasileiro. A lista é longa e me desculpem os aficionados se não incluí algum de suas ídolos da velha e nova guarda do samba.

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No Rio de Janeiro do início do seculo XX, a população mais pobre, imigrantes nordestinos, predominantemente negros, foram se fixando nas regiões de mangues e morros. A música daquela época eram: Marchinhas, Boleros, Polcas e Maxixe, posteriormente veio o Choro. Desta forma a história do samba se liga a população menos favorecida e às favelas.

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Acima a Favela do Morro da Providência (1910) considerada a primeira favela do Rio de Janeiro. 

O governo havia prometido aos soldados do Rio de Janeiro que estavam na Guerra de Canudos (1895 – 1896) entregar-lhes residências caso saíssem vitoriosos do conflito. Ao retornarem em 1897 e verem a promessa não ser cumprida, os soldados se apropriaram da região de um morro que passou, a partir daí, a ser chamado de Morro da Providência, em referência à providência tomada pelos soldados.

Para saber mais sobre o Morro da Providência, leia o artigo “História do Morro da Providência” de 27/12/2015 no site Diário do Rio.

“Um das possíveis origens, segundo Nei Lopes, seria a etnia quioco, na qual samba significa cabriolar, brincar, divertir-se como cabrito. Há quem dia que vem do banto semba, como o significado de umbigo ou coração. Parecia aplicar-se a danças nupciais de Angola caracterizadas pela umbigada, em uma espécie de ritual de fertilidade. Na Bahia surge a modalidade samba de roda, em que homens tocam e só as mulheres dançam, uma de cada vez. Há outras versões, menos rígidas, em que um casal ocupa o centro da roda. (ALVITO, Marcos. Samba. In: Revista de história da Biblioteca Nacional. Ano 9. nº 97. Outubro, 2013. p 80). ”

Segundo o site Sua Pesquisa, O samba surgiu da mistura de estilos musicais de origem africana e brasileira. O samba é tocado com instrumentos de percussão (tambores, surdos timbau) e acompanhados por violão e cavaquinho. Geralmente, as letras de sambas contam a vida e o cotidiano de quem mora nas cidades, com destaque para as populações pobres. O termo samba é de origem africana e tem seu significado ligado às danças típicas tribais do continente.

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A figura acima mostra uma antiga favela do Rio de Janeiro

A Wikipedia diz que, o samba é um gênero musical, que deriva de um tipo de dança, de raízes africanas, surgido no Brasil e considerado uma das principais manifestações culturais populares brasileiras. Dentre suas características originais, possui dança acompanhada por pequenas frases melódicas e refrões de criação anônima, alicerces do samba de roda nascido no Recôncavo Baiano. Apesar de ser um gênero musical resultante das estruturas musicais europeias e africanas, foi com os símbolos da cultura negra brasileira que o samba se alastrou pelo território nacional.

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A figura acima mostra um antigo cortiço do Rio de Janeiro, comum na zona portuária, Gamboa, Maré e morro do Timbáu.

O site História do Mundo diz que O samba é considerado por muitos críticos de música popular, artistas, historiadores e cientistas sociais como o mais original dos gêneros musicais brasileiros ou o gênero musical tipicamente brasileiro. A despeito da centralidade ou não do samba como gênero musical nacional, sua origem (ou a história de sua origem) nos traz o registro de uma imensa mistura de ritmos e tradições que atravessam a história do país.

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A figura acima mostra uma favela crescendo e ao fundo a cidade.

O site Sambando define-o como um gênero musical, o qual deriva de um tipo de dança, de raízes africanas, surgido no Brasil e considerado uma das principais manifestações culturais populares brasileiras. Dentre suas características originais, está uma forma onde a dança é acompanhada por pequenas frases melódicas e refrões de criação anônima, alicerces do samba de roda nascido no Recôncavo Baiano e levado, na segunda metade do século XIX, para a cidade do Rio de Janeiro pelos negros que trazidos da África e se instalaram na então capital do Império.

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Acima a primeira escola de samba da história, a Deixa Falar (1928), na verdade nunca desfilou como escola de samba mas como bloco.

Segundo o site Sua Pesquisa, a Deixa Falar foi a primeira escola e samba do Brasil. Ela foi fundada em 18 de agosto de 1928, na cidade do Rio de Janeiro, por Nilton Basto, Ismael Silva, Silvio Fernandes, Oswaldo Vasques, Edgar, Julinho, Aurélio, entre outros. As cores oficiais desta escola de samba eram o vermelho e branco e sua estréia no carnaval carioca ocorreu no ano seguinte a sua fundação.

Segundo a Wikipedia, a agremiação carnavalesca do bairro do Estácio, no Rio de Janeiro, considerada por alguns pesquisadores do samba como apenas um bloco, foi de fato a primeira escola de samba no sentido literal do termo, pois seus componentes ensinavam e difundiam o samba, fato reconhecido por todos os pioneiros do samba. Posteriormente foi também um rancho. A Deixa Falar durou pouco tempo, fazendo “embaixadas” (visitas a outros redutos de samba como Mangueira, Oswaldo Cruz e Madureira) e desfilando na Praça Onze nos carnavais de 1929, 1930 e 1931, não chegando a participar do primeiro concurso oficial das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, organizado em 1932 pelo jornal Mundo Sportivo.

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Mangueira

Trailer do documentário Coração do Samba, de Thereza Jessouroun, feito em 2012, sobre a escola de samba Mangueira.

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O Samba de Roda é uma variante musical mais tradicional do samba, originário do estado brasileiro da Bahia, surgindo provavelmente no século XIX. O estilo musical normalmente é o afro-brasileiro , que é associado a uma dança, que por sua vez está ligada à capoeira. É tocado por um conjunto de pandeiro, atabaque, berimbau, viola e chocalho, acompanhado principalmente por canções e palmas. O Samba de Roda, no recôncavo baiano, designa uma mistura de música, dança, poesia e festa. Presente em todo o estado da Bahia, o samba de roda é praticado principalmente, na região do Recôncavo.

João da Baiana nasceu no Rio de Janeiro em 1887. Era o mais novo e único carioca de uma família baiana de 12 irmãos. O nome João da Baiana veio do fato de sua mãe ser conhecida como Baiana. Quando criança frequentou as rodas de samba e macumba que aconteciam clandestinamente nos terreiros cariocas. Participou de blocos carnavalescos e é tido como o introdutor do pandeiro no samba. Teve por muito tempo um emprego fixo não relacionado a música, tendo inclusive recusado, em 1922, viajar com Pixinguinha e os Oito Batutas para não perder o posto de fiscal da Marinha. A partir de 1923 passou a compor e a gravar em programas de rádio e em 1928 foi contratado como ritmista.

Donga nasceu no Rio de Janeiro em 1890. O pai era pedreiro e tocava bombardino nas horas vagas; a mãe era a famosa Tia Amélia do grupo das baianas Cidade Nova e gostava de cantar modinhas e promovia inúmeras festas. Participava das rodas de música na casa da lendária Tia Ciata, ao lado de João da Baiana, Pixinguinha e outros. Grande fã de Mário Cavaquinho, começou a tocar este instrumento de ouvido, aos 14 anos de idade. Pouco depois aprendeu a tocar violão, estudando com o grande Quincas Laranjeiras. Em 1917 consagrou a gravação de Pelo Telefone, considerado o primeiro samba gravado na história. (Wikipedia)

Clementina de Jesus nasceu em Valença-RJ em 1901. Foi uma cantora brasileira de samba. Também era conhecida como Tina ou Quelé. Nascida na comunidade do Carambita, bairro da periferia de Valença, no sul do Rio de Janeiro, mudou-se com a família para a capital aos oito anos de idade, radicando-se no bairro de Osvaldo Cruz.

Em Osvaldo Cruz Clementina acompanhou de perto o surgimento e desenvolvimento da escola de samba Portela, frequentando desde cedo as rodas de samba da região. Lançada no mundo artístico pelo compositor Hermínio Bello de Carvalho em 1963, que a levou para participar do show “Rosa de Ouro”, que rodou algumas das capitais mais importantes do Brasil e virou disco pela Odeon, incluindo, entre outros, o jongo “Benguelê”.

Moreira da Silva nasceu no Rio de Janeiro em 1902, era apelidado de Kid Morengueira, seu pai era trombonista. Foi  criado no Morro do Salgueiro, só iniciou os estudos aos nove anos, mas abandonou a escola aos onze anos, quando o pai faleceu. Foi empregado de fábricas, tecelagens e chofer de praça e de ambulância, tendo trabalhado até a aposentadoria como servidor público. Considerado o criador do samba-de-breque, Moreira da Silva iniciou sua carreira em 1931, com Ererê e Rei da Umbanda. Em 1992, foi tema do enredo da escola de samba Unidos de Manguinhos. Em 1995 gravou “Os 3 Malandros In Concert” com Dicró e Bezerra da Silva, aos 93 anos de idade.

Ismael Silva Nasceu em Niteroi-RJ em 1905, talvez tenha sido um dos sambista a exibir a mais alta originalidade no cenário da boêmia carioca. Diante das dificuldades financeiras enfrentadas após a morte de seu pai, mudou-se com a mãe da praia de Jurujuba (Niterói) para o bairro Estácio de Sá (Rio de Janeiro), quando tinha três anos de idade. Aos 15 anos fez o samba Já desisti, considerado como a sua primeira composição. Em 1925 teve o seu primeiro samba gravado: Me faz carinhos.

Cartola nasceu no Rio de Janeiro em 1908. Considerado por diversos músicos e críticos como o maior sambista da história da música brasileira. Na Mangueira, logo conheceu e fez amizade com Carlos Cachaça — seis anos mais velho — e outros bambas, e se iniciaria no mundo da boêmia, da malandragem e do samba. Em 1974, aos 66 anos, Cartola gravou o primeiro de seus quatro discos-solo e sua carreira tomou impulso de novo com clássicos instantâneos.

Noel Rosa nasceu no rio de Janeiro em 1910. Um dos maiores e mais importantes artistas da música no Brasil. Teve contribuição fundamental na legitimação do samba de morro e no “asfalto”, ou seja, entre a classe média e o rádio, principal meio de comunicação em sua época – fato de grande importância, não só o samba, mas a história da música popular brasileira.

Adoniram Barbosa nasceu em São Paulo em 1910. Foi um compositor, cantor, humorista e ator brasileiro. Ficou conhecido nacionalmente como o pai do samba paulista. O compositor e cantor teve um longo aprendizado, num arco que vai do marmiteiro às frustrações causadas pela rejeição de seu talento. O mergulho que o sambista fará na linguagem, suas construções linguísticas, pontuadas pela escolha exata do ritmo da fala paulistana, irão na contramão da própria história do samba. Aproveitando-se da linguagem popular paulistana – de resto do próprio país – as músicas dele são o retrato exato desta linguagem e, como a linguagem determina o próprio discurso, os tipos humanos que surgem deste discurso representam um dos painéis mais importantes da cidadania brasileira. (Wikipedia)

Nelson Cavaquinho nasceu no rio de Janeiro em 1911. Sambista carioca, compositor e cavaquinista na juventude, na maturidade optou pelo violão, desenvolvendo um estilo inimitável de tocá-lo, utilizando apenas dois dedos da mão direita. Suas canções eram feitas com extrema simplicidade e letras quase sempre remetendo a questões como o violão, mulheres, botequins e, principalmente, a morte.

Aniceto é um sambista que nasceu no Rio de Janeiro em 1912. Foi um dos fundadores da escola de samba Império Serrano. Devido à sua facilidade de expressão, seus professores consideravam que ele prejudicava as aulas, devido a suas intervenções acima da média das de seus colegas. Deixou os estudos em 1926, antes de completar o primário. No Império Serrano, onde teve o cargo de orador oficial da escola. Aniceto dividia sua vida entre o samba e o Cais do Porto, onde era estivador e o líder do Sindicato dos Arrumadores. O Cais do Porto era uma área de malandragem, onde vários sambistas trabalhavam, por serem de origem negra ou pobre. Aniceto se reunia com os outros sambistas, depois do horário do trabalho, para cantar sambas batucadas ou duros, sempre terminando num gostoso partido alto, com o destaque do próprio, que mandava seus versos de improviso, que eram admirados por todos os presentes. (Wikipedia)

Ciro Monteiro nasceu no Rio de Janeiro em 1913. Costumava cantar informalmente em casa para os amigos, até que um dia, em 1933, Sílvio Caldas, que frequentava sua casa, chamou-o para substituir Luís Barbosa em um programa da Rádio Philips. No ano seguinte foi contratado pela Rádio Mayrink Veiga, onde passou a cantar sempre em dupla com Luiz Barbosa e caracterizou-se por se acompanhar sempre com uma caixa de fósforos para marcar o ritmo. (Wikipedia)

Dona Ivone de Lara nasceu no rio de Janeiro em 1921. Dona Ivone foi a primeira filha da união entre a costureira Emerentina Bento da Silva e José da Silva Lara. Paralelamente ao trabalho, ambos tinham intensa vida musical: ele era violonista de sete cordas e desfilava no Bloco dos Africanos; ela era ótima cantora e emprestava sua voz de soprano a ranchos carnavalescos tradicionais do Rio de Janeiro, como o Flor do Abacate e o Ameno Resedá.

Nelson Sargento nasceu no Rio de Janeiro em 1924. Ele  é compositor, cantor, pesquisador da música popular brasileira, artista plástico, ator e escritor brasileiro. Sua trajetória na música, na literatura e nas artes são suficientes para vários carnavais.

Bezerra da Silva nasceu em no Rio de Janeiro em 1927.  Bezerra nem sempre foi sambista. No princípio, dedicava-se a gêneros nordestinos – como o coco – até se transformar em um dos principais expoentes do samba. Usando a música, passou sua mensagem sobre os problemas sociais encontrados dentro das comunidades, se colocando no limite da marginalidade e da indústria musical. Gravou seu primeiro compacto em 1969 e o primeiro disco em 1975, de um total de 28 álbuns lançados em toda a carreira que, somados, venderam mais de 3 milhões de cópias.

Tom Jobim é um cantor, compositor, músico e maestro brasileiro nascido no Rio de Janeiro em 1927. Apesar de não ser um sambista, foi reponsável pela projeção da Música brasileira no exterior. É considerado o maior expoente de todos os tempos da música popular brasileira pela revista Rolling Stone e um dos criadores e principais forças do movimento da bossa nova. É reconhecida a influência de Debussy e Ravel na música do maestro Antônio Carlos Jobim, que utilizou motivos impressionistas e estruturas harmônicas semelhantes às desses compositores em suas músicas populares como nas eruditas.

Noite Ilustrada nasceu em Iprapetinga-MG em 1928,  foi um cantor, compositor e violonista. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde ingressou na GRES Portela. Em 1955 foi com a escola se apresentar em São Paulo e lá se estabeleceu. Em 1958, contratado pela Rádio Nacional e pela TV Paulista, gravou o primeiro disco, com a música Cara de Boboca.

Elton Medeiros nasceu no Rio de Janeiro em 1930. Ccompositor, cantor, produtor musical e radialista. Considerado um dos melhores melodistas e ritmistas da história do samba, Elton teve sua trajetória na música iniciada aos 17 anos quando tocava de dia na Orquestra Juvenil de Estudantes, que se apresentava na Rádio Roquette-Pinto, e à noite tocava trombone na gafieira Fogão, do compositor Uriel Azevedo. Começou sua carreira de compositor sendo fundador da ala dos compositores da escola de samba Aprendizes de Lucas. Seu samba “Exaltação a São Paulo” foi considerado um dos melhores da história da escola.

Monarco nasceu no rio de Janeiro em 1931. Ele teve de perto contato com os sambistas da escola, integrando blocos e compondo sambas ainda pequeno. Também foi nessa época que surgiu o apelido, Monarco. Em 1950 foi convidado a integrar a ala de compositores da Portela, onde mais tarde viria a se tornar líder da velha guarda. Também foi diretor de harmonia da escola. Nunca chegou a ganhar uma disputa de samba-enredo (o samba cantado durante o desfile da escola), mas conseguiu consagrar sambas “de terreiro” ou “sambas de quadra”, como são conhecidos aqueles executados nos ensaios e logo tornados emblemas do patrimônio cultural coletivo dessas associações.

João Gilberto é um cantor, violonista e compositor brasileiro, nascido na Bahia em 1931. Tido como o pioneiro criador da bossa nova, é considerado um gênio e uma lenda viva da música popular brasileira. Assim como Tom Jobim, apesar de não ser um sambista, foi reponsável pela projeção da Música brasileira no exterior. Foi eleito pela revista Rolling Stone Brasil o 2º maior artista brasileiro de todos os tempos. Dono de uma sonoridade original e moderna, João Gilberto foi o artista que levou a música popular brasileira ao mundo, principalmente para os Estados Unidos, Europa e Japão. (Wikipedia)

Antônio Candeia Filho é um sambista, cantor e compositor que nasceu no Rio de Janeiro em 1935. Sambista e boêmio, o pai tocava flauta em rodas de choro e samba na década de 1930 e é considerado o idealizador das Comissões de Frente das escolas de samba. Dessas reuniões, acabou nascendo um bloco carnavalesco que teve vários nomes até chegar a “Bloco Vai Como Pode”. Desde os seis anos, Candeia frequentava esses encontros e, mais tarde, também participava das rodas musicais. Ainda jovem, aprendeu violão e cavaquinho, começou a jogar capoeira e a costumava ir a terreiros de candomblé. Dono de uma personalidade rica e forte, Candeia foi líder carismático, afinado com as amarguras e aspirações de seu povo. Como integrante da escola de samba Vai Como Pode, ele participou do núcleo original de sambistas que fundou a Portela. (Wikipedia)

Martinho da Vila é um cantor e compositor nascido em 1936, a carreira artística surgiu para o grande público no III Festival da Record, em 1967, tornou-se um dos mais respeitados artistas brasileiros. A dedicação à escola de samba do coração, Unidos de Vila Isabel, iniciou em 1965. Antes, participava da extinta Aprendizes da Boca do Mato. A história da Unidos de Vila Isabel se confunde com a de Martinho. (Wikipedia)

João Nogueira nasceu no Rio de Janeiro em 1941. Desde o início de sua carreira ficou conhecido pelo suingue característico de seus sambas. João Nogueira começou a compor aos 15 anos, fazendo sambas para o bloco carnavalesco Labareda, do Méier, através do qual conheceu o músico Moacyr Silva, dirigente da gravadora Copacabana, que o ajudou a gravar o samba Espere, Ó Nega, em 1968. João era diferente, não vinha do morro nem das escolas de samba, embora frequentasse a Portela desde criança, levado pelo pai, e não era o compositor de apartamento que fazia o ritmo popular, como Carlinhos Lyra, Tom Jobim e tantos outros. Se aproximava mais de Paulinho da Viola, com seu samba de varanda, som de subúrbios de casas avarandadas, de terreno antigo trilhado no choro e na seresta. (Wikipedia)

Clara Nunes nasceu em Paraopeba-RJ em 1942. Foi uma cantora brasileira, considerada uma das maiores intérpretes do país. Pesquisadora da música popular brasileira, de seus ritmos e de seu folclore, Clara também viajou várias vezes para a África, representando o Brasil. Conhecedora das danças e das tradições afro-brasileiras, ela se converteu à umbanda. Clara Nunes seria uma das cantoras que mais gravariam canções dos compositores da Portela, sua escola do coração.

Paulinho da Viola é um cantor, compositor e violonista brasileiro, filho do violonista César Faria (do conjunto de choro Época de Ouro), nasceu no rio de Janeiro em 1942. Destaca-se como cantor e compositor de samba, mas também compõe choros e é tido como um dos mais talentosos representantes da chamada Música Popular Brasileira. Embora o pai não desejasse que o filho se tornasse músico, este, contudo, o convenceu a lhe dar um violão, instrumento que começou a aprender a tocar sozinho, aos 15 anos e, logo depois com o violinista Zé Maria, amigo da família, que o instruiu com o método de Matteo Carcassi.

Jovelina Pérola Negra nasceu no Rio de Janeiro em 1944. Foi cantora e compositora brasileira e uma das grandes damas do samba. Voz rouca, forte, amarfanhada, de tom popular e força batente. Herdeira do estilo de Clementina de Jesus, foi, como ela, empregada doméstica antes de fazer sucesso no mundo artístico. Apareceu para o grande público ao participar do histórico disco “Raça Brasileira”, em 1985. Pastora do Império Serrano, ajudou a consolidar o pagode. Verdadeira tiete do partideiro Bezerra da Silva, Jovelina começou a dizer seus pagodinhos no Vegas Sport Clube, em Coelho Neto, levada pelo amigo Dejalmir, que também lançou o nome Jovelina Pérola Negra, homenagem à sua cor reluzente. (Wikipedia)

Beth Carvalho nasceu no Rio de Janeiro em 1946. É uma cantora e compositora brasileira de samba. Desde que começou a fazer sucesso, na década de 1970, Beth se tornou uma das maiores intérpretes do gênero, ajudando a revelar nomes como Luiz Carlos da Vila, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Almir Guineto, o grupo Fundo de Quintal e Arlindo Cruz[2] , e Bezerra da Silva. A carreira de Beth Carvalho se originou na Bossa nova. No início de 1968 participou no movimento Música nossa, que foi fundado pelo jornalista Armando Henrique, e pelo hoje, maestro Hugo Bellard. Em 66, já envolvida com o samba, participou do show “A Hora e a Vez do Samba”, ao lado de Nelson Sargento e Noca da Portela. (Wikipedia)

O grupo Fundo de Quintal é um grupo de samba formado no Brasil no final da década de 1970. Surgido a partir do bloco carnavalesco Cacique de Ramos, da cidade do Rio de Janeiro, o grupo tornou-se uma referência original no sub-gênero pagode. (Wikipedia)

O cantor e compositor Diogo Nogueira, filho do respeitado também cantor e compositor  João nogueira, nasceu em 1981. Seguindo uma vontade do pai, esteve nas rodas de samba do pai ao longo de toda a infância e adolescência. Conseguiu o que seu pai nunca havia  conseguido na Ala de Compositores da Portela. Emplacou o samba que foi cantado na avenida no Carnaval 2008. Ao lado de outros nomes, Diogo compôs “Reconstruindo a natureza, recriando a vida: o sonho vira realidade”.

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Carnaval, Bastidores e Dramas

Documentário produzido em 2011 pelo jornalista Allan Souza, como projeto de conclusão do curso de Comunicação Social. Aborta o Desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro sob a ótica inversa, mostrando os problemas e imprevistos que acontecem durante a apresentação. O documentário conta também com a participação de nomes consagrados no meio carnavalesco.

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Links Samba:

Dica de sites:

Escolas de Samba

Pedagovix

8 respostas a O SAMBA

  1. Pingback: Samba | Pedagovix

  2. lucas diz:

    Somente samba de primeira qualidade, um belíssimo apanhado musical.
    Nossa música é muito rica e aqui temos somente samba hein? haha
    bom demais!!!!
    abraço

  3. Parabéns Sergio pelo seu bom gosto e qualidade das composições selecionadas.
    e viva o samba!
    um forte abraço,
    Carlos

  4. Vanessa diz:

    Sérgio, realmente foi de muito bom gosto a escolha dos sambas!
    Imaginei seu texto em uma apresentação teatral, minha imaginação ficou a 1000!
    Viva a cultura brasileira! Parabéns!

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